quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Rádio Internacional da China







O Departamento de Língua Portuguesa da Rádio Internacional da China, um dos 59 serviços de língua desta emissora, entrou no ar em 15 de abril de 1960. Naquele período, promovia transmissões diárias de meia hora dirigidas ao Brasil, Portugal, Moçambique, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe, cobrindo uma superfície territorial de mais de 10 milhões de quilômetros quadrados e mais de 200 milhões de pessoas.

Eram quatro programas diários de meia hora cada. A pedido dos ouvintes, a programação foi ampliada para uma hora diária no dia 15 de abril de 1965. Atualmente, o programa em Português possui uma hora, respectivamente transmitido entre as 19h e 8h do dia seguinte. Ele abrange o noticiário cotidiano, tema do dia, e colunas tais como "Repórter da China", "Sociedade Chinesa", "Viagem pela China", "Vida Econômica", "Programa Musical", "Encontro da CRI com seus Ouvintes", "Mundo Esportivo", "Aula de Chinês" e o "China a meus olhos". O serviço de Português ainda oferece diariamente dois boletins de notícias para o Brasil, Super Rádio FM em Brasília e Rádio Guaíba, em Porto Alegre, respectivamente em 89,9 MHz e 101,3MHz.

O Departamento de Língua Portuguesa da Rádio Internacional da China oferece a página na internet desde dia 20 de Dezembro de 1999: http://www.cri.com.cn. A página reformatada em 2006 terá novos espaços para programas radiofônicos on Line, tais como "Repórter da China", "Sociedade Chinesa", "Viagem pela China", "Vida Econômica", "Cultura Chinesa", "Programa Musical", "Encontro da CRI com seus Ouvintes", "Mundo Esportivo" e "Aula de Chinês" etc.

O Departamento recebia dezenas de cartas em seu período inicial. Com o passar do tempo, passou a receber centenas e, depois, milhares de correspondências anualmente. Com o desenvolvimento da IT os contatos entre a CRI e seus ouvintes tornam-se mais fáceis,especialmente através dos e-mails. Agora, as cartas e e-mails chegam diariamente às nossas mãos do Brasil, Portugal, Moçambique, Angola e outros países de expressão portuguesa. Para estreitar nossos laços, o Serviço de Português já realizou encontros no Brasil com seus ouvintes.

O Departamento de Língua Portuguesa conta agora com 19 tradutores, apresentadores e um correspondente no Rio de Janeiro, quatro colegas brasileiros, além, é claro, da eventual colaboração dos 9 funcionários já aposentados.

Breve histórico das Ondas Curtas

Nos dias atuais, ainda é difícil imaginar alguém interessado em saber o que está acontecendo além das fronteiras de seu país e não possuir um rádio de ondas curtas. Apesar dos grandes avanços em outras mídias eletrônicas, nada supera o radio de ondas curtas pela diversidade de informação e cultura que se pode obter em tão baixo custo.

A prática de se ouvir rádio nos tempos atuais, pode até parecer um anacronismo numa época onde cidadãos medianos rotineiramente recebem programas de televisão seja através de cabo ou de antenas parabólicas. Também, onde suas chamadas telefônicas são encaminhadas através de fibras ópticas transportando luz. Sem falar na popularidade crescente da rede mundial de computadores Internet, que criou novos modelos de distribuição de informação e entretenimento para a sociedade moderna.

Por tudo isto, o rádio nas ondas curtas já seria motivo de extinção tal qual o telégrafo através de cabos suspensos em postes cruzando longas distâncias. Mas contrariando a lógica aparente, a prática de se ouvir rádio e em especial através das ondas curtas, continua muito viva, ainda desempenhando papel fundamental na comunicação mundial.

Apesar de toda a polêmica sobre o futuro atual do rádio de ondas curtas, e o novo sistema DRM de rádio digital, ainda hoje o rádio apresenta papel crucial no cenário mundial das comunicações.

Seja em tempos de paz ou de guerra, as ondas de rádio não respeitam limites geopolíticos, e continuarão por muito tempo sendo um vital meio de comunicação de massa, informando e educando, mesmo sendo cada vez maior a cobertura em FM e da TV. Sem contar ainda que uma parte significativa da população mundial não tem acesso sequer a eletricidade, quando mais a novas tecnologias, como a Internet por exemplo.

O rádio de Ondas Curtas é um meio de transmissão econômico e eficiente por causa dos benefícios de sua ampla cobertura. O rádio pode alcançar alvos em distancias significativas a partir do transmissor e cobrir grandes áreas geográficas.

Outro aspecto de extrema relevância que contribui para a continuidade das ondas curtas é sua utilização em regiões afetadas por instabilidades políticas, guerras, guerrilhas, ou desastres naturais. em algumas regiões do mundo as ondas curtas é o único meio possível de transmitir informação e até para promover a saúde da população.

As ondas curtas não podem ser controladas, não respeitam barreiras de qualquer tipo, nem fronteiras nacionais ou ideológicas, são democráticas e podem ser sintonizadas através de aparelhos simples e portáteis e não podem ser censuradas; não é possível rastrear quem sintoniza o rádio ao contrário de quem acessa a Internet.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

A História do Rádio no Brasil.





Brasil - Ano 1893 - O padre, cientista e engenheiro gaúcho Roberto Landell de Moura testa a primeira transmissão de fala por ondas eletromagnéticas, sem fio. Graças a ele, a Marinha brasileira realizou, em 01 de março de 1905, diversos testes de mensagens telegráficas no encouraçado Aquidaban.
Todavia, o Primeiro Mundo reconhece o cientista Guglielmo Marconi como o "descobridor do rádio".Marconi, natural de Bolonha, Itália, realizou em 1895 testes de transmissão de sinais sem fio pela distância de 400 metros e depois pela distância de dois quilômetros. Ele também descobriu o princípio do funcionamento da antena. Em 1896 Marconi adquiriu a patente da invenção do rádio, enquanto Landell só conseguiria obter para si a patente em1900. Marconi, em 1899, concebeu a radiotelegrafia através de uma mensagem de socorro transmitida pelo Atlântico. Nesse evento se populariza a sigla S. O. S. - save our souls, "salvem nossas almas" em português - , em todo o mundo, mesmo em países que não falam a língua inglesa que concebeu a sigla.
Essa polêmica da invenção do rádio se compara à da invenção do avião, no início do século XX, em que o Primeiro Mundo credita aos irmãos Wright, dos EUA, a invenção do veículo aéreo, embora tenha sido o mineiro Alberto Santos Dumont seu pioneiro (os Wright não registraram imagens de suas experiências de vôo, enquanto Dumont realizou testes com seu 14-Bis diante de multidões em Paris, França, em 1906).

1919-1923 - Outra polêmica envolve o surgimento da primeira emissora de rádio no Brasil. Oficialmente se credita à Rádio Sociedade do Rio de Janeiro (hoje Rádio MEC), do então Distrito Federal (Rio de Janeiro), o pioneirismo, em 1923. Mas a Rádio Clube de Pernambuco (até hoje no ar e que chegou a ser propriedade de Assis Chateaubriand, a exemplo da Super Rádio Tupi), de Recife, quatro anos antes já realizou suas primeiras transmissões radiofônicas.

Em 1922, em caráter experimental, a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, que não havia sido inaugurada ainda, transmitiu, em razão dos 100 anos da Independência do Brasil em 07 de setembro, o discurso do então Presidente da República, Epitácio Pessoa.
O idealizador da Rádio Sociedade do Rio de Janeiro foi Edgard Roquete Pinto, considerado o "pai do rádio brasileiro". Mesmo não sendo exatamente o pioneiro, considerando a Rádio Clube de Pernambuco como a primeira rádio do país, Roquete Pinto teve sua prestigiada importância histórica em prol da comunicação e educação no rádio. Em homenagem a ele, foi criada uma fundação com o seu nome, que existe até hoje.

Anos 20 - Nessa época, o rádio funcionava sem fins comerciais. Não havia ainda a chamada publicidade no rádio, que só viria em 1927 e ganharia fôlego nos anos 30. Antes disso, haviam as chamadas "rádios clubes" ou "rádios sociedades", ou seja, rádios com programação elitista e raio de irradiação limitado, organizadas por pessoas da alta burguesia, que além de sustentarem as emissoras, forneciam suas coleções de discos, geralmente de música clássica.
Este detalhe foi resgatado de alguma forma pela Rádio Fluminense FM de Niterói, entre 1982 e 1985, pois sua programação rock era proveniente de discos pertencentes a seus próprios produtores (uma rádio hoje em dia funciona com acervos impessoais fornecidos pelas gravadoras), colecionadores assumidos de discos.

1936 - Surge a Rádio Nacional, PRK-30, no Rio de Janeiro. Ela se tornaria um marco na história do rádio, com seus programas de auditório, suas comédias e suas radionovelas. Entre o final dos anos 30 e a primeira metade dos anos 50 a Nacional seria uma das líderes de audiência do rádio brasileiro, exportando sua programação, gravada e dias depois transmitida, em outras cidades brasileiras.
Nessa época as pessoas poderiam ir para os estúdios das rádios, verdadeiros teatros, para assistir ao vivo à programação realizada. Era época de grandes emoções, em que as pessoas podiam ver pessoalmente os comunicadores em ação.

1938 - Surge a Rádio Globo do Rio de Janeiro, que décadas depois seria a rádio AM mais popular do país, renovando o fôlego do rádio que havia sido abalado com o surgimento da televisão. É dessa época a vinheta de "O Globo no ar", até hoje utilizada tanto pela Globo AM do Rio de Janeiro como a sua similar de São Paulo.Nesta mesma época, o Estado Novo, instaurado no ano anterior, começava a esboçar uma estratégia de cativação populista da população, e a música brasileira dominante no período, como as marchinhas de carnaval, foram estimuladas no ufanismo do governo de Getúlio Vargas entre o final dos anos 30 e começo dos anos 40.
Ainda em 1938, é realizada a primeira transmissão esportiva em rede nacional de rádio. Ela foi realizada durante a Copa de 1938, na Rádio Clube do Brasil (então DF), narrada por Leonardo Gagliano Neto. Década de 40 - Mas a música brasileira não se limitava às marchinhas, que tiveram seus ídolos indiscutíveis, vide a famosa "rivalidade" das cantoras Emilinha Borba e Marlene. Mesmo a música regional foi bastante difundida pelo rádio, e aqui se destacam programas como os de Ary Barroso, que antes de brilhar na Rádio Nacional era insólito locutor esportivo da Rádio Cruzeiro do Sul (do então DF), que tocava gaita quando narrava os gols e se tornou célebre autor de inúmeras canções como "Canta, Brasil" e "Aquarela do Brasil" (que na opinião de muitos deveria ser adotada como Hino Nacional Brasileiro, em substituição ao atual), e o de Luiz Gonzaga, célebre cantor e compositor de baião, autor de clássicos como "Asa Branca", que fazia programas de música regional.

Em 1939, outro músico é responsável pelo primeiro programa de auditório do rádio brasileiro. Era Almirante, pseudônimo de Henrique Foréis Domingues, compositor e cantor que era vocalista do grupo O Bando dos Tangarás (que, curiosamente, gravaram o primeiro vídeoclipe brasileiro que se tem conhecimento, em 1929, não com este nome adotado na era MTV), no qual integravam Noel Rosa e João de Barro (único sobrevivente do grupo, conhecido também como Braguinha, que entre muitas obras, fez a letra de "Carinhoso", canção originalmente instrumental de Pixinguinha). O programa era "Caixa de Perguntas" e foi ao ar na Rádio Nacional.

Década de 40 - Em 1941, surge o Repórter Esso, patrocinado pela famosa companhia norte-americana de combustíveis, que lhe emprestava o nome. As notícias eram redigidas pela United Press International, e traduzidas para o português pela equipe do informativo. Era o principal veículo de informação sobre os fatos internacionais, sobretudo a Segunda Guerra Mundial e a Guerra do Vietnam.
O programa chegou a ter sua versão televisiva, que teve entre os apresentadores o mesmo locutor da versão radiofônica, o gaúcho Heron Domingues. Heron foi considerado um dos melhores locutores noticiaristas da história, e faleceu aos 50 anos, em 1974, depois de anunciar uma notícia na televisão, quando sofreu um enfarte.
Um dos últimos apresentadores do Repórter Esso, que apresentou as últimas transmissões radiofônicas do programa em 1968, o comunicador Roberto Figueiredo se tornou, duas décadas depois, um dos comunicadores de sucesso no rádio carioca, com passagens pela Super Rádio Tupi e Rádio Globo do Rio de Janeiro.
No final dos anos 40, a Rádio Record de São Paulo faz uma brincadeira com os ouvintes. Era primeiro de abril e o narrador esportivo Geraldo José de Almeida narra uma partida entre o time de São Paulo com um time europeu, realizada naquele continente. O clube paulista perde por 7 a 0. No dia seguinte, a emissora desfaz a farsa: o jogo nem sequer aconteceu. Mas foi um grande susto para os torcedores são-paulinos, isso foi.

Década de 50 - Surge a televisão e o rádio é obrigado a se transformar. Já se falava na ameaça de extinção do veículo rádio, o que não ocorreu. Aos poucos o formato dos programas de auditório e das radionovelas migra do rádio para a TV. A pioneira emissora de TV foi a Tupi de São Paulo.
Surgem as primeiras transmissões de radiojornalismo e as transmissões esportivas, que apareceram nos anos 30, se multiplicam e ganham mais popularidade. A Rádio Continental de São Paulo é uma das pioneiras na reportagem de rua.
Um dos pioneiros repórteres de rua do Brasil era conhecido como Tico-Tico, que nos anos 50 garantia credibilidade e entretenimento com sua inteligência e humor. Era habilidoso na busca de informações, encarando até viagem em navio. Tico-Tico se destacava mais que seus entrevistados, não por atrapalhar a resposta deles (como infelizmente fazem alguns apresentadores de tevê atualmente), mas pelo seu talento peculiar.
Surgem neste período as rádios Bandeirantes AM e Panamericana AM (que em 1966 passaria a se chamar Jovem Pan AM e, a partir de 1976, Jovem Pan 1, para diferenciar da emissora FM, chamada Jovem Pan 2, dedicada à música pop).
Em 1955 surge a primeira transmissão experimental de rádio FM, pela Rádio Imprensa, no Rio de Janeiro, extinta no fim de dezembro de 2000. Sua introdutora foi a empresária Anna Khoury, que havia fundado a Rádio Eldorado AM no Rio de Janeiro e se desligou desta emissora por divergir do grupo de Roberto Marinho (jornal O Globo), que adquiriu a emissora.
A transmissão da Imprensa FM se reduzia às instalações da emissora, constituindo-se de uma freqüência de onda que ligava os transmissores ao estúdio da emissora, similar a de uma linha telefônica privativa. A Imprensa FM, que ampliou suas transmissões a partir dos anos 60, tinha sua programação sem objetivos comerciais, com música e informação. Seu perfil era light, com algumas inclinações populares, porém sem aderir ao refinamento grosseiro do pop baba romântico nem à baixaria reinante na mídia, e nos últimos anos abrigava alguns programas de rock. A Imprensa foi extinta na virada de 2000 para 2001, quando passou a ser a nova Jovem Pan Rio.

Década de 60 - O rádio AM assume as características atuais. No lugar dos programas de auditório, aparecem programas de variedades comandados por locutores de boa voz e excelente estilo comunicativo. Haroldo de Andrade, locutor até hoje na ativa na Rádio Globo AM (RJ), se torna o destaque.
Se popularizam os programas esportivos e os policiais - destaque para "Cidade contra o crime", da Super Rádio Tupi, apresentado por Samuel Correia, falecido em 1996 - e, num outro segmento, surgem as AMs de hit-parade, antecipando o formato "adulto contemporâneo" das FMs. A Rádio Tamoio AM, do Rio de Janeiro, era uma delas.
Outra emissora AM, também do Rio de Janeiro, se tornava um marco do gênero, a Rádio Mundial AM, do Sistema Globo de Rádio, que em seus quadros tinha o lendário DJ Big Boy, depois repórter do jornal "Hoje" (Rede Globo) e coordenador da Eldo Pop FM, rádio de rock dos anos 70. Big Boy faleceu de ataque cardíaco com apenas 32 anos, em 1977, mas depois de dar sua forte contribuição em prol da divulgação da música norte-americana no Brasil.
Durante a época do golpe militar de 1964, que derruba o presidente João Goulart, diversas rádios do país tentam conclamar o povo brasileiro a se manifestar contra o regime. Entre 1964 e 1968 há diversas tentativas de contestação do regime, que no entanto se fortaleceria com o Ato Institucional Nº 5, anos depois.
A Jovem Guarda encontrava no rádio AM um espaço complementar ao da TV (vide o famoso programa que batizou o movimento e era transmitido pela TV Record, apresentado pelo cantor Roberto Carlos), e o programa do compositor, empresário e jornalista Carlos Imperial, "Hoje é dia de rock" (apesar do título, sabe-se que a Jovem Guarda era mais pop do que rock, e este estava na mesma época mais audacioso do que imaginavam os jovens brasileiros em sua maioria), se tornava um grande sucesso de audiência.
Era o rádio AM em seus momentos de "rádio jovem", algo que causa estranheza nos adolescentes da década de 90.O fenômeno da Jovem Guarda existia desde 1959, quando foram lançados os sucessos "Banho de Lua" e "Estúpido Cupido", na voz de Cely Campello. Só não tinha este nome. No ano seguinte, nomes como Renato & Seus Blue Caps, Demétrius e Sérgio Murilo apareciam fazendo o mesmo tipo de som, uma leitura brasileira do rock dos anos 50, com forte influência da música jovem italiana, sucesso entre os anos 50 e 60. Foi preciso a suspensão das transmissões esportivas da TV Record, em 1964, para ser criado um programa que batizaria e consagraria o gênero: "Jovem Guarda", apresentado pelo ídolo Roberto Carlos.
Era um estilo ingênuo e conservador, comparado com o rock que era feito nos EUA e Reino Unido, às vésperas do psicodelismo, mas até para ser contestado pelos fãs mais exigentes de rock a Jovem Guarda teve sua razão de ser.

1969 - O Ministério das Comunicações havia surgido em 25 de fevereiro de 1967. Com a ditadura militar planejando um grande esquema de censura e manipulação ideológica, o rádio AM é incluído entre as instituições e pessoas físicas consideradas "subversivas".
Depois de uma reunião do presidente Arthur da Costa e Silva com generais e ministros, em 13 de dezembro de 1968, foi instituído o Ato Institucional Nº 5, que determinava censura total à imprensa e revogava as punições ao abuso de poder das autoridades policiais e militares. O livro "1968: o ano que ainda não acabou", de Zuenir Ventura, contém um relato detalhado sobre as reuniões que resultaram neste ato institucional que durou dez anos e custou até a vida de muita gente.
Na mesma época do AI-5, o governo Costa e Silva investiu no surgimento do rádio FM, que em regiões mais desenvolvidas (capitais do Sul e Sudeste) seguia o formato musical sisudo e tocando musak (a chamada música ambiente, orquestrada mas sem compromissos eruditos), música romântica e música clássica, algo como uma linhagem ortodoxa do "adulto contemporâneo" (a trinca Ray Conniff, Bee Gees e Filarmônica de Londres, só para citar três exemplos dessas tendências). Nas outras regiões, as FMs passavam clones de programação de rádio AM nos horários de pico e nas horas vagas tocavam música popular e artistas oriundos da Jovem Guarda, que já eram tidos como "caretas" pelos jovens da época.

Anos 70 - O rádio AM, que era tido como "subversivo" em 1969, nos anos posteriores a 1974, quando a ditadura se afrouxou, através do governo Ernesto Geisel, passou a ser considerado como o rádio de "brega". Apesar disso, sua popularidade e credibilidade continuavam intatas e a juventude ainda ouvia as emissoras AM.
Em 1970, o locutor Edmo Zarife (falecido em 1999, quando pertencia ao quadro de locutores da Globo AM / RJ) gravou a célebre vinheta "Brasil", que até hoje é usada quando o Brasil vence em qualquer modalidade esportiva, seja futebol, tênis, Fórmula Um, vôlei, etc.. A princípio a vinheta era usada apenas para a Copa do Mundo do México, mas imediatamente ela se popularizou.
Locutores como Paulo Giovani, Paulo Barbosa e Paulo Lopes se tornariam os "paulos" de grande prestígio do rádio AM. Desses três, só o primeiro não atua mais no rádio, trabalhando hoje como publicitário e empresário, mas mesmo assim sendo uma grande referência do rádio AM até hoje.
Nessa época se destacava também a então repórter do programa "Fantástico" (Rede Globo de Televisão), Cidinha Campos. Ela se consagrou, nos anos 70 e 80, como apresentadora do "Cidinha Livre", que incluía debates, variedades e até um quadro em que ela fazia críticas à Rede Globo, comentando seus programas.
O rádio FM ganhava força na segunda metade dos anos 70, naquele mesmo esquema citado acima, só que competindo com outros perfis. Havia o perfil "rádio rock", de caráter experimental, feito pelas rádios Eldorado FM (Eldo Pop, RJ), e Excelsior FM (SP), e o perfil "pop eclético", predominantemente festivo, lançado pela Rádio Cidade (RJ), em 1977 (infelizmente a Rádio Cidade hoje renega este perfil, através de um arremedo de milésima categoria de rádio de rock).
Entre os anos 60 e 70, uma emissora AM já abraçava o perfil rock, a Federal AM, do grupo de Adolpho Bloch (Manchete) que, ao acabar em 1974, mudando sua sede de Niterói para o Rio de Janeiro, virou Manchete AM.
O perfil popularesco, influenciado pelos programas de auditório (Chacrinha, Edson "Bolinha" Curi, Raul Gil, Silvio Santos), passava a ser formatado em FM, e uma das primeiras emissoras foi a 98 FM (RJ), que passou a ocupar o mesmo espaço da agonizante Eldo Pop.
Por sua vez a então rádio de rock Excelsior FM (SP), conhecida como "A Máquina do Som", que teve entre seus profissionais o hoje repórter Maurício Kubrusly, passou por diversas mudanças entre o pop convencional e o adulto contemporâneo, tendo se chamado Globo FM e Rádio X FM, até resultar hoje na CBN 90.5 de São Paulo.

Anos 80 / Primeira Metade - A princípio o rádio AM continua com popularidade similar a dos anos 70. Mas o rádio FM avança em popularidade crescente, sobretudo entre os jovens. A segmentação das FMs em estilos musicais diferentes começa a ser uma realidade, com rádios de adulto contemporâneo de diversos níveis, como o pop (que inclui música romântica e disco music) e o sofisticado (somente jazz, blues, soft rock e MPB), além da popularização das rádios de rock a partir da Fluminense FM (Niterói) e 97 FM (ABC paulista), entre outras.
Entre os anos de 1984 e 1989, o rádio carioca passava por uma ótima fase que, se não era 100%, era acima da média. A segmentação era seguida com a mínima decência possível, nenhuma FM parasitava o perfil do rádio AM, havia rádios de rock com linguagem realmente rock e repertório abrangente, rádios light com repertório light, e rádios pop que não conseguiam convencer com suas posturas pseudo-alternativas, o que lhes impedia de avançar na postura pseudo-roqueira.

Anos 80 / Segunda metade - O rádio AM, em 1985, sofre um duro golpe, tanto pelo esnobismo de adolescentes de classe média, que tinham preconceito a coisas antigas, quanto pela politicagem, através das concessões de rádio e TV promovidas pelo governo de José Sarney a todos aqueles que, políticos ou não, apoiavam o esquema de politicagem da direita brasileira. Assim, muitos donos de rádio FM, que não tinham (nem têm) competência para controlar rádio, acabaram por fazer expandir os arremedos de rádio AM nas FMs, acostumando mal a audiência a ouvir "rádio AM" diluído e em som de FM. Começaram as primeiras queixas sobre o som do rádio AM, de que seu som é ruim pra baixo.
Na verdade, rádio AM só tem som ruim em duas condições: primeira, quando os equipamentos de som ou radiotransmissores não conseguem uma sintonia decente do rádio AM devido a constantes chiados, "pipocamento" e péssima recepção (os aparelhos de som atuais são terríveis nesse sentido); segunda, quando as emissoras AM possuem baixa potência, muitas por próprio desleixo de seus donos, completos sovinas, ignorantes e leigos em rádio.
A Rádio Jornal do Brasil AM, ou apenas JB AM, do Rio de Janeiro, com sua programação dedicada à música adulta sofisticada e ao jornalismo, chegando a ter um programa de jazz apresentado pelo humorista (e conhecedor de música) Jô Soares, chegou a ter qualidade de estéreo, com sonoridade dolby e grande potência. Curiosamente, uma FM pirata de Salvador (BA), em 1990 repassava o som da JB AM, com programação mais musical e qualitativa que a Band FM local (ainda conhecida na Bahia com o pomposo nome de Rádio Bandeirantes), que parecia bem mais uma rádio pirata com programação tipo rádio AM. A "JB AM" era vizinha justamente dessa Band FM.

1990 / 2000 - Em 1990, entra no ar a Rede CBN de rádio, então restrita ao rádio AM. Duas afiliadas iniciam a rede, uma no Rio de Janeiro, outra em São Paulo. Em 1994 a CBN seria uma das pioneiras da "duplicidade" eletrônica, com dupla transmissão em AM e FM em Brasília. Em 2000, a CBN AM sai do ar - apesar dela ter tido muito mais audiência que sua "clone" em FM - , entrando no seu lugar a Jovem Pan 1 AM, que também tem "clone" em FM na capital do país.
As emissoras de rádio AM começam a ser arrendadas, compradas por grupos religiosos dos mais diversos, desde a Igreja Católica e a Igreja Universal do Reino de Deus até a mais obscura seita protestante.
Aqui surge uma polêmica: oficialmente, diz-se que as seitas voluntariamente se dirigiram aos donos das AMs para comprar tais emissoras, mas há indícios, em muitos casos, de que os próprios donos quiseram se livrar das AMs e trabalhar só com FM, que tem baixo custo e alta incidência de "jabá" (esquema de propinas que favorece o superfaturamento das FMs), mesmo para a programação jornalística, que certos ouvintes de rádio julgam ser totalmente incorruptível.
Aqui a ingenuidade impera. Como essas pessoas dão confiabilidade cega ao jornalismo dessas FMs, mais do que ao jornalismo televisivo, que lida com imagens? Em rádio, até um long play de efeitos sonoros pode forjar um tiroteio entre guerrilhas do Oriente Médio, ou um imitador bastante habilidoso pode se passar por um político de grande projeção. Claro que isso não ocorre, mas é possível de ocorrer. Mas edições mais sutis são feitas pelo rádio, como a construção de um discurso jornalístico que coloque como "vilões" os manifestantes que, diante da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro, protestam contra a privatização de uma companhia estatal. Em TV também existe edição, "maquiagem" jornalística, mas um jornalismo que se vê é bem mais verossímil do que um jornalismo que só se ouve.
A atitude romântica de determinados setores da intelectualidade reclamava o fim do "vitrolão" das FMs. Eles achavam que, com noticiário e esportes, acabaria a música ruim das FMs. Mas, na prática, ocorreu exatamente o contrário: como os jabazeiros da música não queriam perder dinheiro, eles arrumaram um jeito para transferir seus produtos para rádios mais segmentadas.
Assim, as FMs classe A passaram a tocar até o mais brega da música norte-americana, as FMs de rock, além de tocarem também coisas mais melosas, exportavam locutores que não encontravam vaga nas FMs de popularesco e pop internacional, e por aí vai.
Pior que isso é a "invasão AM" nas FMs de todo o país, a ponto de, ironicamente, favorecer até mesmo o programa governista "A Voz do Brasil", que, antes boicotado, passava a ser ouvido por viciados em FM. Isso é irônico. Em 1993, surgiu um movimento de algumas emissoras de rádio do Brasil reivindicando o fim da obrigatoriedade da retransmissão de "A Voz do Brasil", programa governista produzido pela Radiobrás, dividido em meia hora de noticiário do Poder Executivo (Governo Federal) e outra meia do Poder Judiciário (Congresso Nacional).
Estranhamente, FMs com roupagem de AM, estavam entre os assinantes. Depois se descobriu que o movimento não era exatamente contra o programa governista, mas sim a favor da flexibilidade de horário do programa, para atender interesses comerciais das emissoras de rádio. Certas rádios transmitem o programa fora do horário oficial (19 - 20 h), transmitindo entre 21 e 22 horas ou entre 23 horas e meia-noite. Uma coisa é certa: se "A Voz do Brasil" fosse de manhã, nem esse movimento haveria, pois os donos de muitas rádios já inserem noticiário político no horário entre seis e oito da manhã.
As FMs com roupagem de AM passaram a adotar uma postura politicamente correta, contratando profissionais autênticos de AM ou mesmo retransmitindo alguns programas ou toda a programação de AM. Aqui entra a "duplicidade eletrônica".

Em 2000, o rádio AM sofre o auge da discriminação. Mesmo aqueles que regularmente ouviam AM migraram para as FMs. Até a revista esportiva Placar, do conservador grupo Abril, anunciou a "morte do rádio AM para as transmissões esportivas".

2004 - Uma nova tecnologia pode surgir. Do contrário que pensam os poderosos, não é a tecnologia contra o rádio AM, mas a favor dele. É a tecnologia digital, que dará um som mais potente à Amplitude Modulada. Chiados e "pipocamento" serão eliminados e o som será tão bom quanto o FM. É prevista uma revolução radiofônica que pode reverter a migração da programação AM para as FMs, causando o processo inverso, e pode até atrair interesse de quem se recusava radicalmente a investir no rádio AM, como no caso da empresa Transamérica. Apesar desta mesma emissora ter feito uma experiência no Rio de Janeiro ao investir no arrendamento (chama-se Transamérica Hits AM), na freqüencia 1.340KHz AM. O canal tem como concessionário o Grupo Contemporâneo de Comunicação, localizado no município de Rio Bonito, região litorânea do Rio de Janeiro.
Será um capítulo feliz para um espaço radiofônico popular e histórico que, em plenos anos 2000, chegou perto do fim por causa da discriminação extrema até de seus profissionais. Com o AM digital, um novo fôlego para o AM será enfim dado.

Pesquisa e Matéria: Jornalismo Brasil Rádio News.

Rádio Aparecida





A Rádio Aparecida é uma estação de rádio brasileira da cidade de Aparecida do Norte, São Paulo.Encabeça a Rede Católica de Rádio. Opera em 820 kHz em AM e pelos 90,9 MHz em FM.
[editar] História

Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo” e “Salve Maria”... Com estas palavras, o Bispo Auxiliar de São Paulo, Dom Antonio Alves de Siqueira, inaugurava a Rádio Aparecida, ás 9 horas da manhã do dia 8 de setembro de 1951. Foi o coroamento de trabalho iniciado em 1937, seguindo até 1950, quando o então Provincial, Pe. Antonio Ferreira de Macedo, obteve permissão do Cardeal Arcebispo de São Paulo, Dom Carlos Carmelo De Vasconcellos Motta, para pleitear a concessão de uma emissora de Rádio para a Basílica Nacional. Foram cumpridas então todas as exigências legais e encaminhado ofício ao Presidente Eurico Gaspar Dutra, com o pedido de instalação da Rádio Aparecida Limitada. A autorização foi publicada no Diário Oficial da União no dia 13 de Dezembro de 1950. Começaram então os estudos, a elaboração das plantas e sua aprovação, os orçamentos, a aquisição e instalação de Estúdios, Equipamentos e Transmissores, até a tão sonhada inauguração da ZYR 44, na freqüência de 1600 “Quilociclos”, como se falava na época, e potência de 100 watts, que mal atingia as cidades vizinhas a Aparecida.


NOVO PRÉDIO, NOVAS CONQUISTAS

Em 5 de setembro de 1975, foi inaugurado o novo prédio da Emissora, ao lado da Basílica Nova, o nde ela funciona até hoje... Em 1976, nossa emissora de ONDA MÉDIA mudou de freqüência, passando a transmitir em 820 kHz com uma potência de 5 Kw, e programação independente das ONDAS CURTAS e TROPICAL. Atualmente, opera com 10 Kw de Potência, e lidera a audiência em toda a região. Com 50 Kw de potência, a Rádio Aparecida FM, 90 vírgula 9 Megahertz, foi inaugurada no dia 18 de setembr o de 1977, e desde então vem apresentando uma programação musical de alto nível, tendo sido inclusive a primeira emissora da região a trabalhar com CD’s, a partir do Natal de 1983. Na véspera do Natal de 1982, foi inaugurada a onda de 25 M, na freqüência de 11.855 kHz. Em 28 de Outubro de 1984, entrou no ar a onda de 49 M, em 6.135 kHz. Em novembro de 88, a Rádio Aparecida foi a primeira emissora a transmitir oficialmente pelo sistema SCA, uma freqüência paralela à da FM, somente recebida por aparelhos especiais, ideal para a sonorização de ambientes e transmissão de dados. A partir da década de 90, a Rádio passou a transmitir seu sinal via satélite, o que possibilitou o surgimento da REDE CATÓLICA DE RÁDIO, no dia 10 de novembro de 1994. Hoje são mais de 140 emissoras em todo o território nacional recebendo a programação da RA. E tudo isso com som digital da melhor qualidade. A informatização foi o principal avanço da Rádio Aparecida. Os computadores estão por toda parte, nos estúdios, no jornalismo e na produção. A instalação do sistema AEV adquirido de uma empresa italiana proporcionou à FM ficar 24 horas no ar sem intervenção de operadores. Para coroar os 50 anos de existência da emissora, o Ministro das Comunicações, Pimenta da Veiga, assinou no dia 5 de maio de 2001 o processo de concessão de um canal de TV para a Fundação Nossa Senhora Aparecida, juntando som e imagem na divulgação da Boa Nova para todo o povo brasileiro. No dia 18 de setembro de 2002, foram inaugurados a nova antena e o novo transmissor da FM, ampliando sensivelmente a sua abrangência, atingindo todo o Vale do Paraíba, o Sul de Minas e o Oeste do Rio de Janeiro.

A Voz da Rússia





"A Voz da Rússia" começou as suas transmissões em português em 1935.O objetivo das nossas emissões é apresentar-lhes a vida, cultura, história dos povos da Rússia multinacional, a sua política externa e interna. A nossa redação é relativamente pouco numerosa.Nela trabalham pouco mais de uma dezena de pessoas.O que une todos nós é o amor, o interesse para com o radiojornalismo, a cultura, história, vida dos povos dos países de expressão portuguesa. O nosso endereço é: Serviço em português da Voz da Rússia



A «Voz da Rússia» é uma companhia estatal de radiodifusão que transmite para o Exterior desde 29 de outubro de 1929. É financiada pelo Governo. É encabeçada por um presidente e um Conselho Redatorial, composto dos chefes dos serviços linguísticos especializados.


Nas suas atividades, a «Voz da Rússia» se guia por um «Estatuto» ratificado pelo Governo federal, trabalhando os jornalistas em regime de autonomia profissional. A missão principal da emissora consiste em levar ao conhecimento da comunidade internacional a vida da Rússia, apresentar um quadro real do que está acontecendo no país, fazer com que os ouvintes possam conhecê-lo melhor, encurtando assim as distâncias que nos separam. Atualmente, a «Voz da Rússia» transmite em russo e em 31 línguas estrangeiras.

A «Voz da Rússia» oferece 340 programas informando sobre os diversos aspectos da vida nacional.

Rádio HCJB – A Voz dos Andes






HCJB – A Voz dos Andes conhecido no exterior como HCJB WORLD RADIO é o primeiro ministério de rádio missionário que também desenvolveu um ministério de saúde e oficialmente mudou o seu nome para HCJB GLOBAL a partir de 01 de janeiro de 2007.

O ministério de mídia foi nomeado como HCJB GLOBAL VOZ e o ministério de saúde HCJB GLOBAL MÃOS.

E o Centro de Engenharia de Rádio Mundial HCJB de Elkhart, Indiana, denomina-se HCJB GLOBAL CENTRO DE TECNOLOGIA, focalizando a provisão de assistência de qualidade por meio de consultas, serviço e desenvolvimento de engenharia, onde soluções tecnológicas tem um papel importante para o avanço do Evangelho.

É uma mudança importante porque é muito mais que algo superficial. Esse novo nome reflete mudanças essenciais em nossa visão e enfoque enquanto trabalhamos para integrar o ministério de mídia e o de saúde ao redor do mundo.

Por 75 anos HCJB GLOBAL VOZ usa transmissões em ondas curtas, satélite, FM, AM, Televisão e a Internet para transmitir a mensagem do Evangelho ao mundo.

Por mais de 50 anos HCJB GLOBAL MÃOS oferece serviços de saúde para os que estão em grande necessidade.

Os missionários de HCJB GLOBAL, pastores, radialistas e trabalhadores na área de saúde usam a mídia, saúde e treinamento para trabalhar com parceiros de mais de 100 países ao redor do mundo para anunciar o Evangelho e participar no crescimento da Igreja, fazer impacto em suas comunidades na medida em que são fortalecidos para usar as ferramentas da mídia e da saúde.

No Brasil estamos registrados debaixo do nome HCJB - A VOZ DOS ANDES e como nossas transmissões em ondas curtas continuam vindo do Equador somos a voz que vem da Cordilheira dos Andes, mas também temos que adotar este novo nome e logo.

Rádio Trans Mundial






A Trans World Radio iniciou as transmissões do Evangelho em 1954, na cidade de Tânger, norte do Marrocos. Aos poucos, foi ganhando espaço e dez anos depois foi a vez do Brasil receber as Boas Novas do Salvador. As primeiras transmissões eram feitas de Bonaire (ilha holandesa no Caribe).

No dia 5 de fevereiro de 1970 nasceu oficialmente a Rádio Trans Mundial em São Paulo. Nosso trabalho começou em uma sala na Igreja Batista Alemã e o áudio era propagado em alemão para alcançar os imigrantes do Sul do Brasil. Anos depois, um prédio foi construído e o Brasil pode receber a programação em português.Uma história de vitórias traduz a Rádio Trans Mundial no mundo.

Hoje transmitimos em mais de 225 línguas e dialetos, possuímos 2700 estações locais e transmitimos o sinal de rádio através de 14 antenas ao redor do globo, com um conteúdo cristão. A TWR transmite em mais idiomas que a Voz da América, China Rádio Internacional, Voz da Rússia e a BBC juntas.

Já a RTM brasileira, possui três antenas, em Santa Maria - RS; mais de 30 afiliadas e 7200 horas mensais de programação ininterrupta.
Este trabalho de evangelização é importante para a plantação de igrejas no mundo e proclamação do Evangelho a lugares isolados.

A TWR demonstra uma liderança global, visão e compromisso em missões. Nossa parceria com a TWR é ministerial. Temos o mesmo propósito e objetivo: auxiliar as igrejas na pregação do evangelho.

São 58 anos de Trans World Radio, 39 anos de Trans Mundial no Brasil! Anos de evangelismo pelas ondas do rádio, anos de batalhas, conquistas e muita fé.